terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Movimento


Um arrancou-me uma declaração.
Aquele tirou-me uma ode.
Ele me propiciou momentos de louco deleite.

Dei o que tenho. Diletamente.
Cada um com um pedaço de mim.

E todos me deram o que eu já sabia que
sempre pertenceu a mim:
minha vontade,
minha capacidade,
minha disposição,
meu humano.
Meu gostar.

Sempre chegarão.
Alguns pedirão.
Outros tomarão.
E... muitos nunca saberão.

E aqui dentro jamais acabará.
Esse estranho hábito
de amar.





Um comentário:

Elis Barbosa disse...

Sua precisao em descrever processos me comove.

Beijo,

Elis Barbosa